5 de novembro de 2010

Duas irmãs


Vou vomitar, a náusea é presente
Corpo de cristal, alma de vidro
A fumaça tóxica chamada mente
prolifera e suja, ao menor ruído

Ao dia, visitam Perfeição,
Insegurança e Reação.
A noite, vêm frustração,
medo, vergonha e escuridão

O castelo de gelo fino
erguido no oceano desconhecido
deslumbra na alvorada veraneia
destruído pelo calor intrometido
logo some, perdido e esquecido.

Eu sou a desesperança
eu faço você desacreditar
Teus sonhos viram ameaça
'Frustração', eis me apresentar.

Eu sou a irmã mais velha
Derrubo seus pilares ao chão
Eu sou a 'Decepção'
Presente, sussurro na sua orelha

Meu pior inimigo
não está sob as luzes
não se vê na rua
não ouve sua voz crua
ele está comigo

Sangue sem sangue
choro sem lágrima
grito sem som
forte como um tanque
frágil como chama que queima.

4/11/2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comente aqui