Não sinto mais frio, nem calor, nem nada.
Vácuo preenchido pela tomada.
Lacuna que um dia pode ter feito falta, faze de hoje falta nenhuma.
Conflitos, é o que reduz minha cabeça, tenta ser sã enquanto pungentes loucuras vistas por outros maquinam em mim.
(...)
Sou uma nova maneira de viver.
Às vezes tento não pensar para não existir, ironia pensar nas pessoas.
Ironia pensar em si. Ironia pensar em problemas.

Mergulho no ralo da dimensão, atravesso grades psicodélicas em busca de uma razão, um apito ou um vão.
Este lugar fede alpiste, a luz faz curvas para não vermos, o som atravessa as cores, pausadamente ri.
Me tirem daqui.
Separo-me em diversos pedaços, materiais feito de pensamentos e cacos.
Cadência tridimencional, mistura sentimentos, céus e motores.
O só me acompanha, anarquizando minha mente, obedecida pelo véu etéreo latente.
Subproduto do produto produzido prontamente em prol da puerilidade.
O sol derrete a cada manhã, testemunha miniaturas de mentes moldadas à morte.
A terra não é mais redonda, não gira, não vive, não tem sorte.
Poutz... Simplesmente meu preferido!
ResponderExcluirQueria eu saber me expressar assim (ou pelo menos ter uma ínfima parte desse talento), para poder achar modos menos piegas de elogiar esse poema - que ficou simplesmente perfeito.
Li, reli, tornei a ler. Voei, o tempo ficou pra trás, fui pra lugares distantes desse que os meus pés tocam.
Versos impecáveis ("Não sinto mais frio, nem calor, nem nada / Vácuo preenchido pela tomada." "O sol derrete a cada manhã, testemunha miniaturas de mentes moldadas à morte.") desses que dão um friozinho na barriga e despertam um prazer único...
Não dá nem pra elogiar. Acho que só consigo mesmo é agradecer por compartilhar versos tão bons. ;D